É a hora da ARGENTINA e do BRASIL

O Turismo é a maior fonte de renda na relação bilateral entre o Brasil e a Argentina. “Não há nada que movimente mais dinheiro entre o Brasil e a Argentina do que o Turismo, que é ainda mais importante que o setor dos agronegócios e da indústria“, comentou Gilson Machado Neto, presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), em janeiro passado para destacar a importância que os turistas argentinos tiveram para o Brasil em 2018, que representa quase 4 em cada 10 turistas (37,7%) com 2.498.483 chegadas e um impacto na sua economia de 1,523 bilhão de dólares.

E embora com quase a metade de chegadas, mas com praticamente o dobro em termos de média diária em despesas (101 dólares vs 57 dólares), o mesmo acontece na Argentina, com os nossos irmãos brasileiros sendo nossos principais clientes. Em 2018, os brasileiros representaram quase dois em cada dez turistas internacionais (18,9%) com 1.318.148 chegadas, e um impacto de 1,602 bilhão de dólares para a nossa economia.

Assim, em 2018, a troca alcançou aproximadamente 4 milhões de turistas (3.815.631) com um fluxo total de 3,125 bilhões de dólares nas nossas economias.

Primeira conclusão: a Argentina e o Brasil são parceiros estratégicos no nosso setor.

Inclusive seus valores são “quase iguais”. Em 2018, a Argentina recebeu 6.941.828 turistas internacionais, que geraram um impacto econômico de 5,753 bilhões de dólares. O Brasil recebeu 6.621.376 turistas, que geraram 5,917 bilhões de dólares. E também é “quase igual” a sua participação em termos regionais. Eles são os dois atores mais relevantes da América do Sul. Juntos, os dois países recebem aproximadamente 4 em cada 10 turistas internacionais (37%: ARG-19% e BRA-18%) e 4 em cada 10 dólares em despesas em turismo receptivo internacional (39%: ARG-19% e BRA-20%).

E, gostaria de acrescentar outra coisa: ambos os dois países estão trabalhando em equipe para captar os mercados do futuro. Em 2018, a Argentina recebeu 71.959 turistas chineses, seu principal mercado na Ásia, e o Brasil, 56.333, seu segundo mercado, depois do Japão, com 63.708 chegadas em 2018. E também estão trabalhando em equipe para captar investimentos. A sua participação conjunta no evento GTEF-Global Tourism Economy Forum há dois meses em Macau é um claro exemplo disso.

Além disso, ambos os dois países estão desbloqueando um “gargalo” estratégico para o desenvolvimento, “o combustível para os investimentos”, que é a CONECTIVIDADE aérea, abrindo portas a novos players para aumentar a oferta com preços mais competitivos. Na Argentina, nos últimos quatro anos, o aumento de passageiros que voaram pelo país foi de 5,8 milhões (de 10,2 para 16 milhões), principalmente devido à entrada de três novos operadores, que trouxeram o modelo low-cost, que já representa 20% do mercado interno. A Flybondi começou a voar em janeiro de 2018 (em menos de dois anos alcançou 2 milhões de passageiros). A Norwegian, em outubro do mesmo ano (o mês passado, sua operação doméstica foi assumida pela JetSmart), e a JetSmart, em março de 2019. No Brasil, em 11 anos (2003 a 2014), o fluxo aéreo de passageiros cresceu aproximadamente 200%, a maior evolução na história do país. As razões? A liberdade em termos de tarifas e o aumento da concorrência. A GOL é a maior companhia de viação internacional que opera na Argentina, com 8% de participação, e continua a crescer e a amplificar sua oferta. E a Flybondi, que começou a voar para quatro destinos brasileiros: Rio, Florianópolis, São Pablo e Porto Alegre, em pouco tempo, o patamar de 200% será história.

Segunda conclusão: o desbloqueio do gargalo que alavanca o crescimento.

Chegou a hora de trabalhar em equipe para integrar os fluxos de investimento dos dois países irmãos e completamente complementares. Chegou a hora de aprender, um do outro, de buscar e encontrar sinergias de negócios. Temos uma enorme oportunidade para crescer e investir e, assim, de fortalecer o impacto econômico que o Turismo gera nas nossas economias regionais.

Desde a inverTUR, vamos fazer a nossa contribuição, o programa da 6ª edição do Fórum de Investimentos em TURISMO, no dia 10 junho de 2020, que terá como denominador comum a “integração de fluxos de investimentos em Turismo entre os nossos países”. Esperamos a sua participação!